País
Exames. Professores acusam ministro de tentar "passar a esponja por cima" do problema
Os professores acusam o ministro da Educação de estar a tentar "passar a esponja por cima", enquanto os diretores pedem o pagamento imediato a professores classificadores.
Em declarações à RTP, Francisco Gonçalves, secretário-geral da FENPROF, disse que o ministro da Educação, no discurso desta segunda-feira, tentou “dar um ar de normalidade” e “passar a esponja por cima de uma situação que de normal não tem nada”.
“Este processo foi um desastre e não foram retiradas as ilações necessárias”, disse Francisco Gonçalves, que voltou a pedir a demissão do ministro Fernando Alexandre.
“Os factos provam que este ministro não tem condições para o exercício das funções”, disse. “Este não é um problema técnico. É um problema de condução política, que se revelou um autêntico desastre”, acrescentou.
“Rolls Royce com rodas de bicicleta”
Já Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, elogiou os professores classificadores, que descreveu como “autênticos heróis”, e pediu o pagamento imediato aos mesmos.
A garantia de que este trabalho extraordinário vai ser remunerado é uma “mensagem positiva”, admite Filinto Lima, que lembra, porém, que são precisas também palavras de “reconhecimento” e de “carinho” que, no seu entender, continuam “a faltar” por parte da tutela.
“O ministro está a melhorar a comunicação com os diretores das escolas, mas devia fazê-lo de uma forma mais assídua e proativa e não de uma maneira reativa”, disse o presidente dos diretores aos jornalistas.
Filinto Lima diz que a nova plataforma de classificação dos exames “foi inimiga dos professores” e embora reconheça que este processo de digitalização é o futuro, salienta que apenas o deve ser “quando estiver oleado”.
“O que interessa dar aos professores um Rolls Royce com umas rodas de uma bicicleta? Não funciona”, asseverou.
“Esperemos que a segunda fase seja muito mais tranquilo porque estamos todos ansiosos que esta novela mexicana termine o mais rapidamente possível”, disse.
A segunda fase dos exames nacionais arranca terça-feira e Filinto Lima lembra que os professores vão continuar a utilizar uma plataforma que não funcionou. O presidente dos diretores avisa, no entanto, que desta vez “já não há desculpa” para correr mal e que o ministro tem de garantir que o modelo está melhorado.
“Este processo foi um desastre e não foram retiradas as ilações necessárias”, disse Francisco Gonçalves, que voltou a pedir a demissão do ministro Fernando Alexandre.
“Os factos provam que este ministro não tem condições para o exercício das funções”, disse. “Este não é um problema técnico. É um problema de condução política, que se revelou um autêntico desastre”, acrescentou.
“Rolls Royce com rodas de bicicleta”
Já Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas, elogiou os professores classificadores, que descreveu como “autênticos heróis”, e pediu o pagamento imediato aos mesmos.
A garantia de que este trabalho extraordinário vai ser remunerado é uma “mensagem positiva”, admite Filinto Lima, que lembra, porém, que são precisas também palavras de “reconhecimento” e de “carinho” que, no seu entender, continuam “a faltar” por parte da tutela.
“O ministro está a melhorar a comunicação com os diretores das escolas, mas devia fazê-lo de uma forma mais assídua e proativa e não de uma maneira reativa”, disse o presidente dos diretores aos jornalistas.
Filinto Lima diz que a nova plataforma de classificação dos exames “foi inimiga dos professores” e embora reconheça que este processo de digitalização é o futuro, salienta que apenas o deve ser “quando estiver oleado”.
“O que interessa dar aos professores um Rolls Royce com umas rodas de uma bicicleta? Não funciona”, asseverou.
“Esperemos que a segunda fase seja muito mais tranquilo porque estamos todos ansiosos que esta novela mexicana termine o mais rapidamente possível”, disse.
A segunda fase dos exames nacionais arranca terça-feira e Filinto Lima lembra que os professores vão continuar a utilizar uma plataforma que não funcionou. O presidente dos diretores avisa, no entanto, que desta vez “já não há desculpa” para correr mal e que o ministro tem de garantir que o modelo está melhorado.
“Não vale a pena passar culpas”, admite, reconhecendo que o ministro da Educação “teve a ideia de dar um passo de gigante” na modernização do processo.
Politécnicos esperam ser contactados pelo ministro
Ângela Lemos, vice-presidente do Conselho Coordenador do Institutos Superiores Politécnicos, acredita que a época especial de exames anunciada hoje pelo ministro da Educação pode alterar a forma como os politécnicos vão gerir a entrada de novos alunos.
“Poderá vir a alterar, nós não sabemos ainda”, disse à RTP Notícias. “Se a solução for uma nova chamada e uma nova época especial, estaremos cá para apoiar”.
“Nós sabemos que tem sido um processo muito complexo, temos os estudantes muito ansiosos”, afirmou, dizendo que até agora os politécnicos não foram contactados pelo Governo.
“Esperamos que o senhor ministro nos contacte e articule connosco, porque o calendário de candidaturas e de matrículas é definido pelo Ministério, mas depois cada instituição tem o seu calendário próprio de abertura de ano letivo e podemos ter de ajustar”, explicou.
Ângela Lemos, vice-presidente do Conselho Coordenador do Institutos Superiores Politécnicos, acredita que a época especial de exames anunciada hoje pelo ministro da Educação pode alterar a forma como os politécnicos vão gerir a entrada de novos alunos.
“Poderá vir a alterar, nós não sabemos ainda”, disse à RTP Notícias. “Se a solução for uma nova chamada e uma nova época especial, estaremos cá para apoiar”.
“Nós sabemos que tem sido um processo muito complexo, temos os estudantes muito ansiosos”, afirmou, dizendo que até agora os politécnicos não foram contactados pelo Governo.
“Esperamos que o senhor ministro nos contacte e articule connosco, porque o calendário de candidaturas e de matrículas é definido pelo Ministério, mas depois cada instituição tem o seu calendário próprio de abertura de ano letivo e podemos ter de ajustar”, explicou.